Amigos, este longo desaparecimento se deve a uma cena clínica de, agora, chorar a rir.
Pois bem, na amdrugada de sexta para sábado, por volta das 3:00 da manhã, acordei e senti um formigueiro no braço esquerdo e muita dor.
Fiquei logo cheia de medo, peguei no telemóvel e fui à net tentar saber se é no braço direito ou esquerdo que, com tais sintomas, é sinal de Avc. O resultado foi: braço direito.
Bem, menos mal! Tentei dormir descanda. Em vão!
No dia a seguir, no trabalho, voltei a ter o formigueiro e dores no ombro e no peito muito fortes. O medo voltou.
A D. Denise (lol) disse que eu era maluca e para deixar de pensar que ia ter ataques cardíacos.
Também a minha mãe me apelidou de "maluca" e disse para esperar mais uns dias para ver se isto passava.
Domingo, não passou! Piorou!
Andei o dia todo a pensar que eram nervos. Tive uma semana má. Cheia de contra-tempos, chatices, cansaço. Eram nervos!
Fui almoçar a uma esplanadazita com vista para o mar. Fiz umas comprinhas. Tudo para me sentir melhor.
Mas, adivinhem....nada dava certo.
Perto da hora do jantar, entrei em pânico e num pranto...eu tinha qualquer coisa.
E lá fui eu ao hospital com o meu pai.
E lá estava eu, sentada com uma pulseirinha verde no pulso à espera que em chamassem.
Entras ali com uma dor no peito e o braço dormente e dão-te uma pulseira verde que é a de menos importância, o que significa que podes ficar horas e horas na sala de espera. Piada! Se tivesse que ir desta pra melhor, meu deus, ia!
Fartaram-se de chamar o Horácio ao Raio-X, mas tudo indicava que o senhor já tinha desisitido daquela espera.Longa espera. Chamaram-no umas 5 vezes. Depois chamaram a Maria Fatela, e toda a sala se riu. Estava tudo em silêncio, com ar de carneiros mal-mortos, com dores, com os olhinhos semi-serrados...e mal chamaram a Dona Maria Fatela começou tudo a rir e a fazer trocadilhos. "IIIH oh Fatela baza daqui", "O meu marido é Fatela" entre outras frases estúpidas que tiveram piada naquela altura. Cerca de 1 minuto depois, uma senhora levantou-se e entrou nas urgências. Ainda hoje penso que era ela a Maria Fatela. Teve vergonha e só se levantou quando a malta doente acabou o gozo.
Inês Ferreira dos Santos, Atendimento Geral, sala 2". Lá fui eu.
Sentei-me e fiquei a ouvir a conversa das doctouras de uma sala pra outra.
"Olha lê a ficha da triagem do doente de pulseira azul, ai meu deus, uma doença de à um ano atrás. Este ´
e teu, atende-o só à meia-noite, deixa-o esperar"
Fiquei a pensar na tamanha credibilidade dos nossos médicos portugueses. Tão bom.
Bem e lá me atendeu.
Diagnóstico? Não era Avc nenhum, tendinite!
Dores e dores.
Receitou-me repouso, comprimidos não faltam, e pimba injecção na nádega! Ai o que doeu!
As dores ainda não passaram. São insuportáveis. Mas não consigo ficar quietinha no meu lugar.
Desde sexta que não durmo nada bem. Ai meu deus! isto só comigo!
Enquanto não estiver melhor vou evitar de aqui vir, porque me custa a escrever. =(
beijinho pessoal!